Terra de Fartura, a Amadora Rural


 WB00882_.GIF (263 bytes) Lugares da Amadora     WB00882_.GIF (263 bytes) Estradas Reais     WB00882_.GIF (263 bytes) Aqueduto Águas Livres     WB00882_.GIF (263 bytes) Quintas     WB00882_.GIF (263 bytes) Moinhos      


LUGARES DA AMADORA

Em 1712 o Padre António Carvalho na sua obra Topográfica dava como existentes na área actual do concelho da Amadora os seguintes lugares: Dabeja, Carenque, Villachãa, Mira, Casal S. Brás, Correa, Alfornel, Penedo, Adeão de Baixo, Adeã de Cima, Burrel, Castellos, Casal da Serra, Preza, Louro, Vinteyra, Porcalhota, Falagueyra, Reloleyra, Noydel, Maya, Outeyro, Alfragide, Buracas, Venda Nova e Salgado. Nestes locais praticava-se sistematicamente a produção agrícola que abastecia a capital (Lisboa) registando-se à data a maior concentração habitacional em A-da-Beja e Falagueira. A Porcalhota conheceria o seu crescimento já no século XIX. Vivendo em casas simples, muitas delas com soalhos feitos com antigas mós dos moinhos de vento, o povo destes antigos lugares era sobretudo constituído por pequenos agricultores e trabalhadores do campo, moleiros, padeiros, pedreiros e operários de pequenas indústrias manuais. As mulheres ocupavam-se sobretudo dos trabalhos domésticos e na feitura do pão, lavagem de roupa, costura e trabalhos agrícolas (a maioria destes produtos eram vendidos em Lisboa). Segundo António Santos Coelho eram pessoas muito respeitadoras, educadas (pese embora poucos soubessem ler e escrever) e profundamente religiosas, que viviam uma via humilde e pobre, trabalhosa mas sem grandes misérias. De entre as localidades referidas, destacamos duas, a Falagueira e a Porcalhota.

FALAGUEIRA - Trata-se do núcleo populacional com a referência histórica mais antiga entre os atrás referidos. Neste local foram encontrados vestígios arqueológicos muito significativos, nomeadamente um povoado do 3º milénio a.C., a Villa Romana da Qtª da Bolacha (séculos I -IV d.C.) e uma necrópole Paleocristã (séculos VII - VIII d.C.). Apesar de se desconhecer a data de criação da aldeia da Falagueira, esta encontra-se documentada desde o século XIV. Aquando do terramoto de 1755 são referenciados danos em algumas das habitações. Durante o século XVIII a Falagueira terá conhecido uma época de florescimento e prosperidade, à semelhança de toda a região, e que se terá prolongado pelo início do século XIX. Nessa altura edificaram-se bastantes moinhos de vento, com realce para os Moinhos da Galega e os Moinhos do Castelinho.

 Casal da Falagueira de Cima        Pátio do Constantino - Falagueira      Igreja da Falagueira

PORCALHOTA - Modernizada no século XIX, a Estrada Real de Sintra manteve-se como principal eixo viário de ligação da capital a Sintra. Próxima da Falagueira, a Porcalhota desenvolveu-se ao largo desta Estrada Real, com a instalação de pequeno comércio, casas de pasto e uma estalagem, que apoiavam os transeuntes dessa via, nomeadamente a burguesia da Lisboa Romântica, tão bem retratada na obra "Os Mais" de Eça de Queiroz. Surgiram casas de referência como o "Pedro dos Coelhos" ou a "Estalagem do China", sendo a Porcalhota durante o século XIX até ao início do século XX o lugar mais importante da região, tendo dado o nome à estação mais próxima da povoação na linha de comboios de Sintra.

Antigas casa da Porcalhota   Porcalhota     Quinta do Assentista na Porcalhota

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