Do Paleolítico ao Romano


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IDADE DO BRONZE / IDADE DO FERRO

Os dados existentes sobre a ocupação humana na Idade do Bronze (II milénio a.C.) indiciam uma Sociedade mais complexa e hierarquizada que a do período anterior, particularmente na sua fase final. Verificam-se alterações ao nível da produção cerâmica e a generalização da metalurgia, nomeadamente do cobre e de ligas que têm por base este metal, caso do bronze. Os achados mais significativos desta época encontrados no Município, são precisamente materiais metálicos, como uma lâmina de alabarda em cobre arsenical e uma faca espatulada, ambas recolhidas na jazida das Baútas. Os grandes contentores cerâmicos para armazenagem, como os existentes na jazida Moinho da Atalaia Oeste, e abundantes elementos de foice líticos, atestam a vocação agrícola destas comunidades.

Os sítios arqueológicos da Idade do Ferro até ao momento encontrados na Amadora, apresentam influências mediterrânicas / orientalizantes. Estas são trazidas inicialmente por comerciantes fenícios, que chegaram à costa portuguesa nos finais do século VIII a.C.. A crise do comércio fenício no séc. VI a.C. provoca a decadência de algumas colónias peninsulares, surgindo no entanto, novos locais mais para o interior, com materiais arqueológicos semelhantes e com uma componente agrícola acentuada, demonstrando que o comércio mediterrânico não cessou.

Enquadra-se neste contexto a ocupação registada nas Baútas, Moinho da Atalaia Oeste, e Casal de Vila Chã Norte e Sul. Em termos de inovações comprováveis a nível arqueológico, temos a referir a introdução da metalurgia do ferro, bem como o torno rápido de oleiro, que permitia a produção de peças mais finas, de melhor qualidade e em maior quantidade. Estes tipos de cerâmicas, como as ânforas e cerâmicas finas de pasta cinzenta, foram recolhidas nas diversas estações arqueológicas existentes na Amadora com ocupações dessa época. Surgem também objectos em pasta de vidro, como contas de colar. De assinalar a ocorrência de fíbulas em bronze, recolhidas na jazida Moinhos da Atalaia Oeste e Casal de Vila Chã Norte. Relativamente ao tipo e estruturação de habitat destas comunidades, há a referir um muro com possíveis lages de pavimentação, associado a diverso espólio cerâmico, o único exemplar de estrutura desta época encontrado no Município, conferindo às Baútas uma importância singular no contexto da Idade do Ferro na Amadora.

 

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