Laboratório de Conservação e Restauro

 O laboratório de conservação e restauro é uma estrutura inserida no museu, na qual se procede à intervenção sobre os diferentes objectos arqueológicos, quer sejam provenientes de uma escavação arqueológica recente ou estejam, actualmente, guardados na reserva. Desta forma, o principal objectivo do laboratório de conservação e restauro é o providenciamento e a optimização dos meios e técnicas que permitam garantir a máxima estabilidade e perenidade dos objectos.

A intervenção sobre os objectos desenrola-se a vários níveis, em função do seu estado de alteração, fim a que se destina (reserva, exposição ou empréstimo) e condições em que vai ser exposto ou depositado (interior ou exterior, com ou sem controlo da temperatura, humidade, poluição, etc.), a saber:

Intervenção Preventiva – monitorização e controlo das variáveis de risco (condições que, em situações propícias, contribuem para infligir uma alteração, na maior parte dos casos, prejudicial para o objecto), intervindo sobre o ambiente que o rodeia, regulando ou eliminando factores como tais como a temperatura, a humidade, a poluição, o risco de incêndios, de desenvolvimento de micro-organismos, etc.;

Intervenção Curativa – intervenção directa sobre os objectos, tendendo à sua estabilização, sem alterar as suas características formais;

Intervenção de Restauro – intervenção directa e profunda sobre os objectos, podendo alterar-lhes as suas características formais e até a sua estrutura fisico-química. Por tais razões, este tipo de intervenção deve ser, sempre que possível, evitado.

No laboratório de conservação e restauro são realizadas intervenções sobre diversos materiais, desde o vidro ao osso, passando pelos metais e pelas madeiras, entre outros. Para tal, é necessário equipamento adequado, que deve ser manuseado em condições de segurança, bem como produtos químicos, alguns deles com elevado grau de toxicidade, sendo necessário utilizar equipamento de segurança adequado (luvas, óculos, filtros, bata, etc), por forma a reduzir o risco de acidentes dos seus utilizadores.

A conservação e restauro de materiais arqueológicos é uma actividade que, a cada etapa, apresenta novos desafios, ultrapassados com o recurso à investigação e bibliografia existente, por forma a que se consiga manter vivos e de boa saúde, os materiais que constituem os objectos do nosso passado e que nos permitem compreender como as civilizações evoluíram e se inter-relacionaram, permitindo-nos chegar, tal como somos, ao presente.

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